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Eutribo

“Hoje, minha pesquisa é focada em ritos, seres, sons e símbolos sagrados. Fazer paralelos entre diferentes mitologias faz parte do meu processo de criação.”

 

Gustavo Malucelli é um jovem artista da cidade de Curitiba. Já passou por uma residência artística na Coréia do Sul, na galeria Platoon Kunsthalle, onde desenvolveu diversos projetos no destrito de Gangnam; uma outra residência no centro de Kingston [Jamaica] com a Roktowa; desenvolveu diversas instalações na Ideas Island, Filipinas; fez parte de uma exposição coletiva na Gallery Different em Londres. Gustavo teve a oportunidade de presenciar diversas culturas no mundo: uma estadia na tribo Wapishana na Amazônia, trabalhar em um Fast Food na Califórnia, a experiência de 10 dias num templo Zen Budista na Coréia do Sul e, mais recentemente, imersões em cultos afro-brasileiros estão por trás do desenvolvimento dos métodos de criação do artista.

 

 

Hoje é co-fundador do estúdio de ilustração e design Pedro, Pastel & Besouro em Curitiba e sua participação artística mais recente é na Ghetto Biennale – uma bienal de arte que acontece dentro de um dos bairros mais pobres de Port au Prince.

 

 

“Minha Raiz indígena sempre foi uma grande chave dentro do meu desenvolvimento como ‘Artista Humano’. Hoje, minha pesquisa é focada em ritos, seres, sons e símbolos sagrados. Fazer paralelos entre diferentes mitologias faz parte do meu processo de criação. Do Tambor de Mina Maranhense aos terreiros de Umbanda, do Zen Budismo aos Tibetanos, civilizações Pré-Incas ao Vodou Haitiano.”

         Esta raiz primitiva é o que dá origem ao conceito euTRIBO – que assina todas as obras do artista.

 

         No processo de criação de Gustavo, tudo se movimenta numa sincronia consonante, correspondente e complementar. A matéria-prima se transforma, transmuta e evolui – mas a essência é uniforme. Toda imagem é gerada a partir de uma experimentação do resultado metafísico entre o choque de diferentes mitologias através do desenho e pintura. O processo de concepção se constrói dentro de uma natureza alquímica e sincretista.

 

         Em dezembro de 2015, Gustavo iniciou uma série de pinturas para a Bienal do Ghetto. O projeto chama-se Alivium e parte do seguinte pensamento: “não podemos curar todas as doenças, mas podemos aliviar toda dor”. Gustavo Malucelli está mergulhado na cultura haitiana e na religião local (vodou) para coletar insights de todos os tipos de experiência e rituais. A imersão começou em Curitiba, cidade com cerca de 4 mil haitianos, e está se intensificando durante a sua estadia no Haiti. O objetivo é compreender a relação entre a força do povo haitiano (sua tradição religiosa e social) e a situação do Brasil contemporâneo. As vivências do artista durante 20 dias no Haiti e toda a pesquisa que já vem sendo produzida irão alimentar as imagens de murais simbólicos e ilustrados #euTRIBO”.

por Gustavo Malucelli

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