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A casa do bando do nada

capa: Francis Seymour Haden – gravura em madeira (1860)

Guilherme Garcia estrela a coluna R.You! deste mês com um conto fantástico: A casa do bando do nada. Entre e conheça as palavras desse personagem ‘obscuro por natureza’!

“Desnecessário dizer que nunca mais parei de escrever, afinal sou da época – e tenho diploma – de curso de datilografia!”

A casa do bando do nada

Grande era a casa, consideravelmente grande, grande até demais se; e, comparada aos casebres do lugar, mas não gosto de comparações, nem de literatura comparada… Literatura vendida ou literatura comprada… Bem, ou mal lhes explico, se não me engano, pois; e, até agora só a vi em sonho, era em ‘irrealidade’, um tipo de palacete! O que arquitetural e social-mente falando, referendavam as medidas que talvez inebriado e iludido pelas armadilhas do sonho, tenham à mim parecido maior ou menor; no caso, maior! Entretanto, todavia ou contudo, lhes confio, e acreditem, até onde se pode acreditar, era grande a casa!!!

 

Mansão; com mansarda?, palacete?, sobrado? Contudo ou todavia, certamente entretanto ou entre tão pouco do que havia sobrado e, em função de haver se passado uns bons dois séculos de sua edificação, digo; o terreno como um todo, e vistas ao crescimento desordenado, da desordenada e desonrada humana raça, já não mais, nem menos, fazia jus nem parecia proporcional às dimensões da casa… Particularmente o jardim! Que não era desses à moda dos Versailles, e sim uma pequena floresta de heras; era quase tudo o que era! Flores que resistiam, aqui e acolá e, em particular, algumas poucas pequenas rosas, crisântemos e alguns jasmins… Jaziam espremidos entre folhas mortas e a pátina do tempo…

 

Um jardim inglês diria-se!?… Com tudo e sem nada, a esta altura de sua abandonada situação… A impressão que se ganhava, ou se perdia, era a de que; ainda maior fosse o jardim, e menor a casa… Tudo que sei e que posso lembrar é que por fim, ficara, uma vez diminuído o espaço dos terrenos em seu entorno, um jardim enorme!… Repleto de folhas, flores e sujeira… Cercando a grande casa..

 

Para a criação de um efeito primeiro da ordem do horror!?… E no intuito de fechar a descrição física do entorno-externo, ainda dentro do terreno, porém para além do jardim, talvez seja importante dizer que os espaços adjacentes que haviam restado e que faziam o desenho de seu contorno eram: à esquerda, um cemitério da família, atrás, um belo pomar e uma horta, à direita ficava aquilo que haveria de ter sido um tipo de playground, onde ainda se viam escombros de grandes brinquedos de madeira e um pequeno lago que se escondia por detrás de seus ombros…

 

Assim mesmo parece se dividir a vida… de um lado se brinca a esmo; do outro se mergulha pra eternidade…

 

Entrei casa adentro!, sonho afora -sonho, que de tão real está neste quase conto que conto, realmente, finalmente e friamente encarnado- por entre uma brecha do jardim, pelo lado e com o pé esquerdo!

 

É, ou melhor, talvez seja fundamental dizer-lhes que sempre fui idiotamente apaixonado por casas antigas e abandonadas, devo admitir que prefiro especialmente, e sobremaneira, as abandonadas! Não necessariamente caindo pelas beiradas, como a de Usher – ainda que Poe tenha sido como um pai pra mim – Tanto, ou tão Po’e’uco, mas provavelmente por enterrarem/entranharem – incidente em antares – histórias de vidas vividas sonhadas…

 

 

Muitas vezes me pego acordando, rolando, suando, rindo nervoso, desenganado e crendo ter sido algum fantasma em alguma “encadernação” passada, uma “alma pelada”! que perambulava pelos fundibulários, de alguma destas casas…

 

Sonho; enfim, em mim, muitas meninices, sobretudo acordado.

 

Escolhi entrar rodando rondando ronronando por este lado: primeiramente por gostar de pensar que tenha um pensamento de esquerda!, todavia e sobretudo, por haver apercebido-me de que este dava, a partir dos fundos, acesso por uma porta de serviço que me pareceu menos pesada, ou emperrada que a porta principal, que aliás, zás!, me amedrontou de pronto, pois me lembrou o Portão do Inferno; de Rodin.

 

Mister e misterioso dizer que: reparei em, e só não lhes confidenciei até então, por simplesmente não os haver visto ou entendido-os… Gatos! Entre os túmulos, muitos gatos… Nem todos pretos, não vou forçar o efeito, ou mentir desavergonhadamente, porém quase todos livres! ‘Nós gatos já nascemos pobres, porém todos todos livres…

 

E todos muitos!

 

Sei o que vi! e o que passei a ouvir, um número significativo, e numa primeira vista d´olhos, quase incontável de gatos, gatos de todas as cores, todos os sabores…

 

Ocorre que, como não sou exatamente supersticioso, sendo tão somente um cagão medroso, acariciei um bichano que cruzara meu caminho no batente da porta – num gesto de simpatia desesperada, de quem precisa ganhar confiança pra si, e junto à maioria – que para minha gata surpresa se encontrava entre aberta; entre aberta e arrombada!?! Difícil dizer, todavia não toda aberta ou escancarada, contudo aberta! Entrei…

 

Vazia como  uma alma humana, estava a casa! Desnecessário dizer, pois não imaginei mesmo que estivesse cheia de prataria, cristais, armaduras, mármores, marfins, ébanos, louças ou telas rembrandtescas..

 

As únicas coisas diferentes que  pude perceber foram alguns felinos de tamanhos variados, empalhados…

 

Afora à real idade destes, e em realidade; é que fora ‘eles’, só havia e via, um monte de poeira, cocô de morcego e de gato…

 

Como disse e venho des-crê-vendo-os… Para que fique melhor entendido e tido, farei agora uma breve descrição da parte interna – descrição que; com os excertos, e os errados, do que já descrevi da  parte externa -, espero satisfazer os mais curiosos, minuciosos, ociosos e tediosos… Ou aos que como eu, acreditam também haver assombrado, assomado à alguma dessas casas, em alguma dessas eras…

 

Me faltou precisar, e agora preciso lhes lembrar, de que: a casa possuía, como não poderia deixar de ser, em uma dessa magnitude – um porão e um sótão, meio mansarda…

 

Sou apenas um rapaz latindo e sul americano, suburbano de todas as periferias! e nunca entendi muito bem os rigores e dissabores da aristocracia, com isso não saberia precisar, se era só um sótão?, ou como disse: uma mansão com mansarda!?

 

Fato é que adentrei-a pela esquerda e pelos fundos! -por onde acostumaram-se os não aristocratas; a entrarem.

 

Alcei dois ou três cômodos, até alcançar o que fora uma bela cozinha. Logo na sequência se encontravam a copa e mais algumas salas menores que se desdobravam e se desencontravam até encontrarem a sala principal -principesca-, as janelas e a porta de entrada.

 

Do lado direito do grande salão, havia uma esquecida escada… Esqueço-me de mencionar que de fora, a casa parecia ter dois ou três andares… Contudo, agora e uma vez dentro… Ainda que atrasado, posso lhes garantir que eram três! Contando o sótão; só tão sótão, ou mansa mansarda, e bem descontado o porão.

 

Em forma de vento era a escada… De tal forma, a não ter forma de nada, a não ser de escada.

 

No segundo andar… Veja bem: como não quero parecer enfadonho, pois se não tiveres particular interesse em questões de conservação e patrimônio – deveria me ater à uma descrição mais geral do cômodos, o que poderia ser menos incômodo e ‘garantiria com mais garantia a vossa simpatia’ por este pequeno conto grande devaneio, e talvez com isto continuaríamos bons amigos.

 

O que posso lhes adiantar em resumo, e que é o que vim aqui neste espaço anotar, nessa tela pintar, não é; afinal, um relatório de visitas do instituto do patrimônio histórico e artístico nacional, tão pouco história da carochinha, mas sim um armistício! contra toda lógica, bom senso e mesmo contra a própria realidade!

 

No segundo andar estavam os quatro quadrados quartos !!!!… Enormes e todos assentados em nobre madeira.

 

No sótão, para minha maior decepção de apaixonado, também não havia nada… Nada além de cocô de morcego e de gato… Insignificante lembrar que, mesmo em sonho, a casa fedia.

 

Fedia um fedor-estupor, pode-se supor, de cocô e de morte!

 

Desci decepcionado, decepado em minha mórbida curiosidade… Desci pela escada em forma de nada

atravessei a copa, alguns cômodos, a cozinha e, incomodado com a sanidade em comodato, saí em busca da entrada do porão, de onde vinha um cheiro ainda mais forte, e de onde esperava muito sinceramente encontrar alguma pequena peça ou alguma grande relíquia que me tirasse o sono, do sonho que sonhava – ainda que se isto ocorresse eu acordaria- e jamais saberíamos o que aconteceu, ou parece haver acontecido.

 

Apesar de que ao final, se não me engano, se não lhes engano -ledo engano-… Foi isso mesmo, o que aconteceu!?

 

Encontrei a entrada para o porão, na tal lateral que dava para o que havia sido o playground… Empurrei a porta ansioso e já um tanto sôfrego!

 

No que desci, subiu um cheiro dos infernos!… Sentido literal & literário… Fiz menção de me deter, senti o nariz quase a derreter, mas mesmo que o fedor fosse extremo, minha curiosidade é sempre maior em maio…

 

Esperei uns instantes para que o ar circulasse ou algum vento ventasse, não me importando qual o um dos dois, acontecesse primeiro.

 

Entre meios, entre medos, me apercebi de que a escuridão era praticamente absoluta, e me pus a imaginar um modo de, a um só tempo clarear a situação e amenizar o odor insuportável que subia vagarosamente, do fundo daquele porão… De súbito, tive uma luz!

 

Fiz a volta completa em torno da casa, passando pelo jardim, e recolhi alguns gravetos e folhas murchas – do cemitério da família – colhi ainda flores mortas e uns pedaços de cruzes de madeira podres. Amarrei aquilo tudo com um terço de um terço -o dia era a noite; de uma terça feira 13-, e transformei aquilo tudo numa espécie de tocha, com a qual poderia jurar conseguir iluminar aquele buraco fedido que a arquitetura me obriga a chamar de porão.

 

Em cima de um dos túmulos havia um frasco de água de colônia e mais alguns objetos (voadores) não identificados, restos de um costume antigo não muito usual no ocidente, de presentear os mortos.

 

Ou talvez simplesmente um modo inconsciente de amenizar o podre báfio que os cemitérios exalam…

 

Joguei um pouco da colônia naquele chumaço de madeira, galhos e flores… Atirei o pau no gato?, e o frasco escada abaixo – que ao se espatifar – amenizou o cheiro de morte que exalava daquele lugar…

 

Acendi o buquê de defunto, sou usuário de substâncias ilegais, neste país, -paraísos artificiais- extra oficiais- e; escrevo, com isso sempre carrego isqueiros, papéis e canetas.

 

Me enchi com um muito pouco da coragem que trazia comigo, desci cautelosa e caudalosamente… À socapa, num só pé, ainda que em verdade tenha e mantenha; os dois, e percorri os quatro, ou mais, cantos, os quantos?, do silencioso porão.

 

Para minha tristeza e decepção, além de algumas peças de madeira, e de cocô de gato, nada nada nada nada encontrara!

 

A Casa Do Bando Do Nada! Eram os diabos dos gatos o bando, e o nada tudo o que restara da maldita casa !?

 

Mesmo assim, convencido que sou, não me dei por vencido, pois apesar do cheiro haver diminuído ou talvez apenas se confundido… Ainda era forte, ainda exalava em todas as direções!, e não me parecia apenas o cheiro de infelizes fezes felinas…

 

Arqueólogo frustrado, urbano-suburbano, desbravador de porra nenhuma, bravateador de merda, ou no caso de fezes, como queiram; que sou, ou que, ao menos gosto de imaginar que o seja… Esmerei-me esgueirei-me em procurar alguma outra porta escondida, uma fenda ou algum buraco que magicamente me levasse à alguma outra sala ou qualquer coisa, que o não, valha!?

 

Vã batalha… Nada de nada, de nada… Já cabisbaixo, fedendo à cocô de gato, flores mortas, fumaça e colônia barata… Já a um passo da escada, pronto a admitir minha completa derrota… Pisei mais forte, para tomar impulso e reunir minhas últimas forças para subir – sôfrego e sem fôlego – a escada… Escorreguei e caí numa queda abrupta e repentina, por entre um alçapão, que me jogou uns bons metros mais para o fundo do porão!

 

Caí, meio em pé, meio caído, como um gato assustado e escaldado, esbaforido com o buquê de defunto já quase completamente sem vida e em vias de se apagar por completo… Aterrorizado!, com a cocha bamba e dolorida…

 

Saquei todos os papéis que carregava, tateei em busca de meu zíppo e zapt!

 

Consegui reaver aquilo que desde os primórdios da humanidade tanto buscávamos controlar-

 

Respirei fundo, com o que me fora possível, e o que não fosse fumaça, sentindo agora um cheiro ainda mais nauseabundo… Limpei meus olhos com a camisa, e finalmente vi o que era, e de onde vinha aquele fedor insuportável.

 

Comida de gato, muita comida de gato, latas e latas de comida de gato, comida de gato de todas as marcas, épocas, abertas, fechadas, nacionais e importadas! Latas e mais latas… Latas para todos os lados, lados para todas as latas!

 

Um cemitério de latas de comida de gato! & no fundo, bem no fundo no sub-humano submundo escondido, impassível…

 

Um gigantesco gato!, da cor da mais escura das noites, com olhos cor fogo, do mais infernal dos fogos, me fitou…

 

E num só salto! – engoliu este que lhes ex-crê-via?

* * *

Sobre o autor:

Claridade e objetividade nem por caridade são traços de minha personalidade ou escrita. Contudo vamos ao todo! Fui produzido na Zona Franca de Manaus em 1975, no século passado.  Meio judeu meio cigano, morei do Rio Grande do Sul a São Paulo, passando pela África Francesa, França, Portugal e Suíça… Passados praticamente 40 anos subo aqui nesse palanque e tal qual Pedro Rubro, o macaco falante de Kafka, sou incitado a proferir algo em torno de 4.000|5.000 caracteres. Penso que tenho caráter e caracteres o suficiente para tanto, todavia objetividade e clareza… Sou obscuro por natureza!

Eterno graduando, endêmico das letras, do bacharelado em Francês com Ênfase em Tradução pela FALE-UFMG.  Em meu percurso-percalço percorri salas e corredores também da Escola de Belas Artes, onde cursei dentre outros estudos ligados à conservação, os de: História do Livro e Conservação Preventiva de Arte Contemporânea ministrado pela professora e ex-curadora do MAC-USP, Magali Sehn, mais tarde minha orientadora quando de minha passagem como Curador Assistente do CCULT UFMG (Centro Cultural da UFMG).

Hoje trabalho como assistente de programação e produção do Espaço do Conhecimento UFMG, trabalho literal e literariamente atrás do Aleph do Borges uma grande instalação permanente cravada no quinto andar da instituição, onde fica meu esconderijo.

Escrevo desde a mais tenra idade. Dos sete para os oito anos ‘publiquei’ meus primeiros trabalhos pela Ed. Atelier, uma editora falsa- fajuta em que meu pai, ex- livreiro cuja graça e memória hoje nomeiam uma pequena biblioteca pública na cidade de Formiga- MG, e meu irmão mais velho, ‘artista de plástico’ e de papel, escritor de livros infanto-juvenis e ilustrador Osório Garcia, tudo faziam. Imprimiram mambembemente os volumes: As histórias que Guilherme contava, O elefante e o rato (história para colorir) e por fim o que ficou só na boneca: O beija-flor diabético e outros contos, esse já com onze para doze anos de idade. Desnecessário dizer que nunca mais parei de escrever, afinal sou da época – e tenho diploma – de curso de datilografia!

Venho trabalhando com produção cultural, montagem, monitoria de exposições, como galerista e marchand, com distribuidoras de livros e sebos em lugares como Palácio Das Artes – em exposições como: American Graffitti (Basquiat, Futura 2000, Crash…), O Brasil e os Holandeses (Franz Post e Albert Eckout), Artur Bárrio, Centro Cultural da UFMG (ZIP- Zona de intervenção poética com Ricardo Aleixo e Renato Negrão, grande poeta e amigo das épocas de Soma Terapia e do Poesia é um Saco!), Sebo-Livraria Vaca de Letras (Formiga-MG), distribuição  das editoras AGIR, Nau e 34. Fui bibliotecário do Movimento Punk Libertário daqui de Belo Horizonte, trabalhei ainda na Diretoria de Ação Cultural da UFMG (Festivais de Inverno), Fórum Bhz Vídeo, com projeção no Cine Imaginário Banco Nacional de Cinema, dei e recebi dos mestres tipógrafos aulas de tipografia no Atelier Memória Gráfica (projeto dentro de uma instituição penal para menores em situação de risco social) e em um passado distante, em 94 onde comecei, no B.H.R.I.F.  Belo Horizonte Rock Independent Festival, como intérprete do cultuado trio de old school hard-core FUGAZI!

Hoje sou há quase quatro anos membro do Conselho Cultural – Curatorial da Aliança Francesa de Belo Horizonte, à frente do corpo de jurados de concursos literários pela instituição promovidos, exposições com artistas como: João Maciel, Miguel Gontijo, Rodolphe Huguet, Marc Riboud e muitos outros.

Há mais de “quase quarenta” desenvolvendo uma escrita calcada no realismo fantástico. Não deixaria jamais de declarar que a bem da verdade, caso exista a verdade, me inspiro-respiro-transpiro verdadeiramente o terror clássico, também os quadrinhos underground europeus, a literatura romântica e gótica de tradição norte européias e alemãs. Este conto que tem em conta é um dos 7 que encerram um ciclo de histórias de… De quê digam-me vocês!?

O que posso dizer sobre esse que está por aqui sendo publicado em primeiríssima mão, depois de algo em torno de dois anos ou mais de maturação… Que sai finalmente do tonel de carvalho direto para a ‘guela abaixo’ de tão distintos e diletos leitores, foi apenas um sonho que remontei em palavras. Quanto à técnica, isso me foi perguntado, muito sinceramente não saberia lhes responder se tenho alguma, ou qualquer artimanha que o valha. Escrevo porque devo e nada além. Escrevo porque não devo nada a ninguém, ou talvez poderia dizer que escrevo sobre e sempre com o pensamento no além, no lugar nenhum, no nada, nas categorias do negativo, no absurdo, no abjecionismo, no decadentismo, no penumbrismo, na bestialogia, no nonsense, no surrealismo, na patafísica e em dadá…  Pode ser que esse seja afinal o meu beabá.

Ah, talvez ainda caiba dizer, mesmo porque neste mês de novembro, mais precisamente no dia 12 é o dia e o ano do centenário da morte do poeta cuja obra desenvolvo pesquisas, escrevo, traduzo e publico sobre: Augusto dos Anjos!

 & correndo o risco e o ridículo de haver passado do número de caracteres, indico a leitura, para quem vier a se interessar, de meu blog de contos e poesias, o Heranças para o ano 3000. blogspot.com!

De resto, somos só sós pós e restos…

contato@rnottmagazine.com

Ei, artista! Você mesmo! Estamos procurando gente nova! Esse espaço é destinado a divulgar o trabalho dos novos nomes das artes, seja em música, artes visuais, literatura, o que for. Se você tem uma produção para mostrar ao mundo e quer estrelar uma de nossas edições, entre em contato conosco em contato@rnottmagazine.com

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